Em busca de um lugar ao sol


12/12/2009


Lugar ao sol

Agente Fiscal de Rendas do Estado de SP. Dá-se por encerrado esse blog.

Escrito por Arthur às 10h07
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19/11/2007


Pensamento

Estudar já não garante mais a vida de ninguém, mas sem conhecimento ninguém se garante na vida.

 

 

(Arthur J. N. Borges, 2007)

Escrito por Arthur às 18h43
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11/11/2007


Pensamento

Existe um limite a que seu salário pode chegar, mas não existe limite para o capital que você pode acumular.

 

(Arthur J. N. Borges, 2007)

Escrito por Arthur às 17h22
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22/10/2007


O futuro do trabalho (1)

Gilberto Dupas

 

O trabalho remunerado, atividade essencial ao engajamento econômico e social do ser humano na sociedade, está em crise. O capitalismo global contemporâneo trocou lealdade por produtividade imediata e acabou com a época dos relógios de ouro como prêmio por logo tempo de dedicação. Ninguém mais tem emprego de longo prazo garantido na sua atual empresa. As próprias capacidades individuais, adquiridas por estudo ou experiência, sucateiam a cada oito a dez anos. O emprego será cada vez mais voltado para tarefas ou projetos de duração definida.

 

É uma mudança radical em relação ao fim dos anos 1960, quando os indivíduos eram enraizados em sólidas realidades institucionais nas suas corporações, que, por sua vez, navegavam em mercados relativamente firmes. Na época dourada do capitalismo do pós-guerra, quando matérias-primas entravam por uma ponta e automóveis saíam prontos por outra, vigorava uma certa “ética social” que domava a luta de classes e garantia - mais na Europa, mas também nos Estados Unidos - benefícios como educação, saúde e pensões por aposentadoria, considerados então direitos universais. A partir dos anos 1980, com a globalização dos mercados, as corporações e seus investidores ficaram mais preocupados com os lucros a curto prazo e os empregos começaram a cruzar rapidamente as fronteiras. E, com os avanços da tecnologia de informação, tornou-se mais barato investir em máquinas do que pagar a pessoas para trabalharem.

 

Richard Sennett, da London School of Economics, entrevistou naquela época operários da classe média que se encontravam no epicentro das indústrias de alta tecnologia, dos serviços financeiros e dos meios de comunicação. Grande número deles considerava que sua vida estava agora em risco permanente. A tendência era aceitar essas mudanças estruturais com resignação, como se tivessem caráter inevitável, no que acertaram em cheio.

 

O novo capital é impaciente, avalia resultados mais pelos preços das ações que pelos dividendos. A esses investidores o que interessa é a capacidade das empresas de serem flexíveis como um MP3, com a seqüência de produção podendo ser alterada à vontade e terceirizando tudo sempre que possível. Sennett vê a tendência para o futuro dos empregos como contratos de três ou seis meses, freqüentemente renovados. A conseqüência já se faz sentir. O trabalho temporário é o setor de mais rápido crescimento da força de trabalho nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. E já representa 25% da mão-de-obra empregada nos Estados Unidos.

 

Numa organização flexível como os investidores gostam, o poder ocupa uma posição quase virtual; estabelece as tarefas, avalia os resultados e promove a expansão ou o encolhimento da empresa. O objetivo é obter os melhores resultados com a maior rapidez possível. Das várias equipes encarregadas das tarefas, estabelecem-se prêmios apenas para a de melhor desempenho. Sennett lembra que é um jogo de tudo ou nada que mantém alto nível de ansiedade e baixa lealdade institucional. A desigualdade no interior das empresas aumenta; as remunerações são muito altas para os executivos bem-sucedidos e muito baixas para os trabalhadores.

 

O melhor exemplo é o Wal-Mart, a maior empresa em faturamento do mundo, que utiliza alta tecnologia e paga próximo da linha de pobreza ao grosso de seus funcionários. Compare-se com os empregos estáveis e com boa remuneração que a grande indústria norte-americana do pós-guerra (Ford, GM, GE e outras) gerava, o que possibilitou a estruturação da sólida classe média do país. Hoje tudo mudou. O dia de trabalho se prolonga pelos períodos de descanso, a pressão torna-se mais depressiva que estimulante. Em suas pesquisas de campo, Sennett constatou que nessa situação, em que a lealdade à instituição não pode ser construída, se gera maior propensão ao alcoolismo, ao divórcio e aos problemas de saúde. No nível mais baixo dos empregos flexíveis imperam os chamados Mc-empregos - fritar hambúrgueres ou atender em lojas - ou os postos de atendentes de telemarketing. Essas ocupações podem parecer um fator positivo de acesso para jovens sem habilitação. Mas logo se transformam num beco sem saída. Na verdade, muitos empregos braçais na área de serviços deixaram de ser atraentes para os jovens e essas tarefas são executadas por absoluta falta de alternativa. Nos países desenvolvidos, em geral são entregues a imigrantes, que dão maior valor ao dinheiro momentâneo do que à estabilidade e à qualidade do trabalho.

 

Sennett constatou que a maior aspiração dos trabalhadores temporários é que alguém os queira em caráter permanente. A gratificação postergada em nome de objetivos pessoais de longo prazo sempre foi a mola propulsora da “ética protestante do capitalismo” de Weber e o segredo de sua “jaula de ferro”. O novo paradigma zomba da gratificação postergada. A erosão da ética protestante não se dá, ao contrário do que pensa Huntington, pela contaminação de raças latino-americanas “inferiores”, mas pela própria lógica do sistema que destrói lealdades. A geração anterior pensava em termos de ganhos estratégicos de longo prazo, ao passo que para a atual só sobram pequenas realizações imediatas. As pessoas pertencentes às classes média e alta ainda podem dar-se ao luxo de correr esses riscos e viver essas tensões à espera de uma boa oportunidade. Mas os jovens de classe baixa são muito mais dependentes das relações estáveis por terem uma rede de proteção frágil e poucos contatos e conexões importantes.

 

Como se vê, o pujante e vencedor capitalismo global tem seu calcanhar-de-aquiles na má qualidade e na pouca quantidade dos empregos que gera. O próximo artigo continuará aprofundando esse complicado paradoxo.

 

Gilberto Dupas, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI), coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP, é autor de vários livros, entre os quais O Mito do Progresso (Editora Unesp). O Estado de S. Paulo, 20 de outubro de 2007, página A2.

Escrito por Arthur às 19h38
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16/10/2007


Pensamento

Nunca se explique. Seus amigos não precisam, seus inimigos não vão acreditar.

 

(Não sei)

Escrito por Arthur às 21h41
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09/10/2007


Mais uma carta à Veja

Leia

 

Entenda:

 

Nem parecia que eu estava lendo a revista Veja, quando vi Gustavo Ioschpe defendendo que se cobre mensalidade dos estudantes de alta renda que estudam na universidade pública. Já é difícil definir quem é negro, imagine definir quem é pobre. Imagine ainda uma família de pouco patrimônio mas de renda alta que, durante 17 anos de seu filho, vê subtraído do contracheque o imposto de renda. Esse filho, por razões de conhecimento comum, estuda na escola particular. Finalmente é aprovado numa universidade pública e, num último suspiro de ter o retorno de seu imposto pago, é rotulado como rico e vê-se na obrigação de pagar pelo seu ensino superior uma segunda vez. A oficialização da distinção entre rico e pobre só tem a intensificar a divisão social; um sistema como esse despretigia o métiro acadêmico; e enquanto se discute isso, esquece-se das raízes desnutridas de nosso ensino fundamental.

Escrito por Arthur às 20h28
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03/10/2007


Pensamento da década

Trabalhar é uma coisa, ganhar dinheiro é outra. Acontece que ganhar dinheiro dá trabalho.

 

(Arthur J. N. Borges, 2007)

Escrito por Arthur às 21h06
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24/05/2007


IPVA mineiro

O IPVA é o imposto sobre a PROPRIEDADE de veículos AUTOMOTORES. E esta postagem tratará do IPVA do Estado de Minas Gerais. Como o próprio nome já diz, é um imposto que incide sobre a propriedade de veículo automotor de qualquer espécie, sujeito a registro, matrícula ou licenciamento em MG; sendo o veículo dispensado destes três últimos atributos, incide-se o IPVA se o seu proprietário tiver domicílio no Estado. Seu CONTRIBUINTE é o PROPRIETÁRIO do veículo automotor.

 

O seu FATO GERADOR divide-se nas seguintes situações: se o veículo for novo, ele ocorre na data de aquisição pelo consumidor; se for importado, na data do desembaraço aduaneiro; e, no caso de veículo usado, ocorre no primeiro dia de janeiro. Nos dois primeiros casos, paga-se o IPVA proporcional aos dias que restam para o fim do ano e paga-se assim também quando se adquire um veículo antes isento ou imune ao imposto.

 

Existe uma série de casos de isenção do imposto, das quais citam-se. Veículo de entidade filantrópica, de embaixada e consulado, de portador de deficiência (apernas o 1º veículo), de turista estrangeiro, de taxista (inclusive moto), de profissional autônomo (apernas o 1º veículo) ainda que em alienação fiduciária ou arrendado. Veículo que não trafega em via pública e máquina agrícola. Veículo de valor histórico, objeto de sorteio até o dia da entrega. Caso interessante: veículo roubado, furtado ou extorquido da data da ocorrência do fato até a devolução, ou seja, o contribuinte pode requerer a restituição do IPVA já pago. Veículo sinistrado com perda total, cedido em comodato para a Administração direta do Estado, autarquias, fundações, Emater e Epamig. Veículo usado de comerciante que seja objeto de comércio. Barco de pescador. Aeronave de transporte público de passageiros e de carga. Locomotiva, mas e os vagões? Pode-se raciocinar por exclusão que seria tributável, mas o vagão não é veículo automotor; a lei não é expressa quanto a isso.

 

Respondem solidariamente pelo pagamento do IPVA o devedor fiduciário, o arrendatário e o adquirente do veículo, este com o antigo proprietário e pelo pagamento também dos vencidos e acréscimos.

 

A base de cálculo do IPVA é seu valor venal, ou seja, o valor vendável. Trantando-se de veículo novo, a base de cálculo é o valor no documento fiscal. No caso de veículo usado, usa-se o valor divulgado pela Secretaria de Estado de Fazenda ou subsidiariamente os valores praticados na rede revendedora, isso tudo para os rodoviários e os ferroviários. Para aeronave ou embarcação, o valor venal declarado pelo contribuinte desde que não seja menor do que o valor declarado no seguro, podendo, ainda assim, a Secretaria decidir publicar uma tabela de valores venais. Quando do veículo importado, considera-se o valor de seu desembaraço acrescido do ICMS. Carros exclusivamente movido a álcool tem 30% de desconto na base de cálculo.

 

As bases de cálculo são: 4% para automóveis de passeio, utilitários ou misto e outros não especificados; 3% para caminhonetes e picapes; 1% para veículos destinados à locação (não precisa mais emplacar no Paraná); 1% para ônibus; 2% para motos; 3% para embarcação; 2% para automóvel de transporte público de passageiros.

 

O não pagamento do IPVA no prazo estabelecido gera multa de 0,3% ao dia até o trigésimo dia e, depois, de 20% mais taxa SELIC. Havendo ação fiscal, paga-se 50% de multa até trinta dias após o auto de infração e 60% após esse período e antes da inscrição na dívida ativa.

 

O alienante é obrigado a comunicar a transferência do veículo o que o desobriga de fatos geradores futuros. O IPVA é vinculado ao veículo e sua propriedade só poderá ser transferida após o pagamento integral do imposto devido.

 

Finalmente, 50% do montante arrecadado ficam com o Estado e os outros 50% ficam com o município de registro ou de domícilio do contribuinte para veículos que não requeiram registro.

Escrito por Arthur às 20h00
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09/04/2007


CDB-DI x Fundos DI

O que me motivou realmente a postar hoje foi a idéia de compartilhar minha análise da diferença entre CDB-DI e Fundos DI. Qual a melhor aplicação? Existe um critério objetivo para se saber qual a melhor opção de investimento? Fiz meus cálculos.

 

O CDI, Certificado de Depósito Interbancário, é o meio pelo qual os bancos trocam dinheiro entre si. A taxa de juros do CDI é o Sol do mercado de renda fixa, ela e a taxa SELIC, é o reflexo de todas as expectativas. O CDB-DI é um Certificado de Depósito Bancário cujo rendimento está atrelado à variação da taxa do CDI e o mesmo acontece com os Fundos DI. O rendimento do dinheiro no CDB-DI é calculado tomando-se em conta uma porcentagem da taxa DI. O leitor pode aplicar seu dinheiro e receber do banco 85% da taxa do CDI, já no Fundo DI, a remuneração é feita tentando-se alcançar 100% da taxa do CDI. --- Eureka, aplicar nos fundos (SIC) é melhor!! pensou o leitor. --- Acontece que existe a cobrança de taxa de administração que pode chegar a vergonhosos 4% ao ano em alguns bancos. O segredo é comparar um com outro.

 

Ao fazer meus cálculos de matemática financeira, descobri que podemos converter a porcentagem do CDI em taxa de administração do fundo para sabermos qual o melhor negócio. Como conseqüência dessa análise matemática, essa conversão de um em outro depende também da taxa de juros a que a aplicação está sujeita. Não vou expor aqui as fórmulas que fiz para o leigo não se desinteressar, mas a tabela abaixo mostra a taxa de administração que o fundo deveria ter para se igualar a uma determinada taxa do CDB-DI dada uma taxa do CDI no momento.

 

Escrito por Arthur às 23h38
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TIM, viver sem dinheiro

Três meses sem postar... fiquei muito tempo afastado. Tinha perdido o ânimo para escrever aqui, mas também não voltei à plena carga, não. Em janeiro eu comecei a vender planos empresarias da TIM, a do celular mesmo. Só tristeza... É um subemprego, totalmente informal, trabalho para uma loja credenciada. As vendas estão fraquíssimas, tem operadora praticando dumping e o mercado aqui já está muito maduro. Esse negócio foi bom quando havia uma demanda reprimida por planos empresariais, agora, todo mundo já tem. Só usando o romantismo para ver as vantagens do negócio: estou aprendendo a vender, coisa que nunca fizera, estou gostando de sentar em mesas para negociar, apesar de serem negociações simples e muitas vezes com gente inteligentemente humilde... Sem falar de outros revezes além da minha alçada. Até não me importaria com as dificuldades da coisa, mas desde que boas vendas saíssem.

 

Escrito por Arthur às 23h27
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19/12/2006


Carta à revista Veja

Caro editor,


meus comentários sobre a estagnação da classe média:


O mais triste da reportagem é perceber que o leitor de classe média pouco pode fazer diante de tanto diagnóstico. Há coisas na vida que se conquistam somente com paciência e o brasileiro médio já a tem há 26 anos. E os que têm 26 anos? Talvez já nem desejem aquilo que nunca souberam o que é.

 

A teoria latino-americana é a da probreza: a sociedade igualitária às custas do empobrecimento do rico e não do enriquecimento do pobre. E para os ideólogos dessa teoria, a classe média é rica. Se a renda média começa em três mil Reais, já tem muito pobre pagando imposto de renda.

 

Não acredito que a expansão da classe média seja causa ou conseqüência do crescimento do PIB, mas sinônima de crescimento do PIB com qualidade. PIB é renda, e se a classe média se expande, a renda cresce distribuidamente. País onde o PIB cresce sem expansão da classe média é por causa de riquezas naturais ganhadas na loteria da natureza a exemplo dos pobres povos dos ricos países produtores de petróleo. Todos esses fenômenos econômicos são conseqüência da gestão macroeconômica do país.

 

As economias desenvolvidas já transitaram da era industrial para a era da prestação de serviços, a brasileira está saindo da era indutrial mas muito dificilmente está entrando na era dos serviços. Muitos latinos-americanos da elite ideológica ainda não perceberam que a maior riqueza de um país não são seus recursos naturais mas o trabalho de seu povo.

 

 


Atenciosamente, 

 

 

Arthur.

 

Escrito por Arthur às 15h05
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05/12/2006


Personal ensinator

Para ganhar um troco e preencher um pouco do meu tempo enquanto a Nossa Caixa não me convoca ou outro concurso do meu interesse não sai, resolvi dar aulas particulares e fazer manutenção em computadores. Comecei em outubro colocando um anúncio de cada serviço nos classificados do jornal daqui. O primeiro mês foi razoável para a informática, os serviços que consegui pagaram o anúncio de R$26,00 que fiz e ainda sobrou um troquinho. Consegui algumas aulas também, mas o lucro com informática foi maior.

 

No mês de novembro veio a safra de estudantes pendurados. O telefone tocou muito para marcar aulas e cotar preços. Dei aulas para todas as classes sociais, uns quiseram apenas uma aula enquanto outro fechou um pacote de 17. Como não tenho local apropriado para recebê-los, marco a aula na casa do cliente, ops aluno. A aula é baratinha, R$15,00 por hora, mas têm uns pães-duro que choram desconto, reclamam que está caro, acham que professor particular é rico... Mas para aqueles que compram pacotes eu abaixo o preço unitário da aula.

 

Dei aulas para aluno de oitava série a até primeiro ano de faculdade, a faculdade onde fui professor... Esse estudante universitário tem base de colegial fraca e agora encontra dificuldade em acompanhar o curso superior. Seriam necessárias tantas aulas minhas que ele optou por reprovar na disciplina. Aulas para estudantes de engenharia deveriam ser mais caras dada a complexidade do assunto, mas a capacidade de pagamento do cliente não muda do colegial para a faculdade e como estou exercendo um subemprego prostituído, o poder de barganha é mínimo.

 

Visitei casas das mais sujas e fedidas às mais bem cuidadas. Casas cujas paredes têm anos de manchas causadas pelas mãos sujas dos moradores quando fazem a esquina do corredor ou dão um tapa no interruptor de luz. Visitei estudante que quando perguntei onde ele tem o hábito de estudar, a mãe deu gargalhadas. Visitei casa onde os sofás de pano antigos combinados com umidade e o cachorro da família me fazia caretas de mau cheiro. Um aluno me recebeu e teve a aula comigo sem a camisa.

 

Tive alunos de classe média criados como príncipe que não estudam de pirraça e outros com mais de 30 anos que fazem supletivo para conseguir o diploma de primeiro grau. Estes sofrem para aprender a matemática da sétima série.

 

A conclusão que chego é que aulas particulares não é meio de vida. No mês de novembro, somando tudo, não tive um Salário Mínimo de renda. O mês de dezembro será mais fraco, pois os alunos precisarão de professor particular só até dia 15, depois, só novembro do ano que vem.

Escrito por Arthur às 23h13
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Bobagem a minha

A respeito da eletrocarta, consegui falar com a minha prima e, pelo que ela me falou, o termo francês para e-mail é simplesmente courriel eletronique. Pela semelhança, deduz-se que corresponde a correio eletrônico, termo usado em textos oficiais. Simples assim...

Escrito por Arthur às 22h57
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14/11/2006


Teste do technorati

Technorati Profile

Escrito por Arthur às 21h43
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13/11/2006


Inventei essa

Tenho estudado, ido a Uberlândia namorar e dado aulas particulares para casos perdidos de fim de ano. Ainda sim com tempo para fazer outras coisas, fui pesquisar algumas palavras da língua portuguesa por causa de uns puristas franceses. Tenho uma prima que está estudando um período de sua faculdade em Paris numa escola tradicional de lá. Minha tia contou que é proibido falar inglês ou outra língua dentro do campus. Se o aluno simplesmente falar a palavra e-mail, poderá tomar uma bronca. Para que haja a comunicação, cunharam uma palavra em francês. Não sei qual é, minha prima não respondeu ao meu chamado no MSN.

 

O português precisa de uma palavra genuína para usar no lugar de e-mail! Bom, já existe correio eletrônico, mas tem que existir uma só palavra, igual àquela da universidade francesa para ser usada privilegiadamente por um pequeno grupo do mundo português que a queira para si e do qual eu não faço questão de participar. Fui ao Houaiss pesquisar a etimologia de eletrônico e ele trouxe como sendo do inglês, electronic. Daí fui ao www.dictionary.com e lá dizia que era a soma o radical electron mais ic que adjetiva o substantivo e que quer dizer relativo a elétron, tal como napoleônico (hihihi).

 

Para qualquer carta se constituir, ela precisa de elétrons, até o e-mail precisa. O cerne da eletrônica é a manipulação de eletrons para processar informação, por isso que o radical usado é eletro. Ele veio do grego, êlektron que significa âmbar amarelo. Então vamos aglutinar elétron com carta e formar a eletrocarta, ou seja, a carta que usa meios eletrônicos para se constituir e transmitir. Essa palavra seria a definição da carta eletrônica, o e-mail dos americanos, agora, a palavra para endereço eletrônico pode ser eletroendereço. Viva a França!

Escrito por Arthur às 21h47
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